Especial Leitura Nerd: Entrevista com Rodrigo de Oliveira!

Atualizado: 16 de jan. de 2020

Rodrigo de Oliveira: escritor, analista de sistemas, entre outros. Lançou oito livros e vendeu mais de 150 mil cópias. Vai ter um filme inspirado em um dos livros dele. Descubra mais sobre ele nesta entrevista!
*****
1-Você pode contar sua história de vida?
Eu tenho 42 anos e nasci num dos bairros mais pobres da cidade de São Paulo. Cresci na periferia, estudei em escola pública e aprendi a ser analista de sistemas praticamente sozinho, com um mínimo de treinamento. Sou casado, pai de dois filhos e hoje moro em São José dos Campos com a minha família num bairro de classe alta. Lancei oito livros e vendi mais de 150 mil cópias.
2-Como você se tornou escritor?
Eu sempre gostei de literatura, li mais de mil livros e trabalhei no ramo editorial por quase sete anos, por isso sempre tive vontade de ser escritor. E há quase oito anos atrás eu tive um pesadelo após assistir o filme Madrugada dos Mortos. O sonho foi muito realista, mas a história, na minha cabeça, tinha um desfecho bem diferente do filme. Daí surgiu a ideia de escrever um livro chamado “O Vale dos Mortos”, que inicialmente foi publicado de forma independente, mas que depois acabou sendo comprado por um grande grupo editorial e lançado em escala nacional.
3-O que você diz quando comparam suas histórias a saga The Walking Dead?
Eu realmente não me incomodo, sou um grande fã da série e acho normal as pessoas fazerem esse tipo de comparação. Aliás, é uma grande honra, afinal de contas se trata de um fenômeno mundial. De qualquer forma, inegavelmente são histórias completamente diferentes, eu realmente procurei um caminho original para desenvolver a saga “As Crônicas dos Mortos”.
4-Você tem algum outro livro planejado?
Sim, tem um livro escrito por mim junto com outros três escritores (Marcos Debrito, Victor Bonini e Marcus Barcelos) que será lançado na Bienal do Livro desse ano e estou escrevendo outro trabalho junto com o escritor Pedro Ivo.
5-Como seus livros se popularizaram?
Ao longo do tempo estabeleci ótimas parcerias com sites e portais como The Walking Dead Brasil e A Hora do Medo, que ajudaram na divulgação do meu trabalho, além de ter contado com uma excelente assessoria de imprensa que marcou entrevistas, eventos, conseguiu a publicação de milhares de resenhas e assim por diante. Sem todo esse apoio, não sei se o projeto teria sido tão bem-sucedido.
6-Você tinha um projeto de filme em mente, não é? Por que não lançou? Foi cancelado?
O filme baseado no livro Elevador 16 ainda está em fase de captação de patrocínio, esse é um processo muito longo e trabalhoso e que pode demorar um pouco ainda. Mas não desistimos dele, a produtora ainda está trabalhando em editais e outras formas de obtenção de recursos.
7-Qual foi sua inspiração para criar seus personagens? E os antagonistas?
Eu busco inspiração em quase tudo, desde a minha família até personagens de outras obras. Estela, por exemplo, foi completamente inspirada na personagem Tieta, do Jorge Amado. E Jezebel surgiu na minha cabeça após assistir o filme X-Men 3, a Fênix Negra era tudo que eu buscava para criar A Senhora dos Mortos.
8- Seus livros foram do Brasil para a América Latina. Tem alguma outra região que gostaria de exportar seus livros?
Sim, meu próximo passo é o mercado espanhol e, depois, tentar contatos nos Estados Unidos e Canadá. Ainda temos muito para explorar, mas estamos tentando dar um passo de cada vez, sem atropelos.
9- O que você faria de diferente na sua carreira?
Acho que não mudaria nada, tive muitas dificuldades e cada vitória foi muito suada, mas por motivos que eram alheios à minha vontade e não dependiam de mim. Estou feliz pelo rumo que as coisas tomaram.
10- Você é feliz como escritor?
Muito! Não tem um único dia que eu não seja grato. Mas também estou querendo sempre mais, quando não estou escrevendo, estou tentando encontrar novas formas de publicar minhas obras, pensando em novos projetos ou até mesmo fazendo contatos para encontrar patrocinadores para o filme. É um trabalho exaustivo e que não acaba nunca, durmo em média quatro horas por noite, porém vale muito a pena.





Comentários